
Cansado de tudo, seu sonho um lápis,
faltou oportunidade, mal comprava o pão de cada dia.
Muito não ganhou,sempre ignorado,
vidros fechados na cara, sai pivete!
Frase mais ouvida, foi para o ramo dos negócios.
Deixou o sinal e as balas, desiludido
arriscou nova vida.
Calça rasgada, barba por fazer, cabelo mal lavado,
raiva esboçada na cara, nervosismo com tranquilidade,
ignorância, resposta na ponta da língua,
revoltado com todos ao seu redor, pronto pra
explodir.
Saco de pó no bolso direito,
maconha "entocada", cheirando aqui, bebendo ali,
comida por arma, munições de brinde.
Novo emprego, mulher a vontade, cordões de prata
subiu de vida, o pivete é chefe, com direito a
café, almoço e jantar, no sinal voltou, queimou ônibus,
torturou e matou.
Seu sonho, nunca mais tentou, se é que lembrou,
ser chefe era melhor que doutor, dois mais dois
é cinco e aiii de quem questionar! Todos idiotas,
ele é o cara.
E continuou cada vez mais rico e escondido,
da lama fez sua mordomia, só não vivia,
estava no jogo dos ratos. Tiro para tudo que é lado,
sua cabeça já valia uma nota, minutos daquele dia,
viu seu passado, não era muito distante,
quinze é sua idade, daria tudo para voltar,
já era tarde.
Tentou vida fácil, a morte em sua
rotina, até que bateu na porta.
No jornal apenas uma notícia,
seu rosto divulgado,
familiares indignados.
